domingo, 3 de maio de 2015
composição ensaio #02
um tiro. ele entra correndo. os corpos, o vivo e o morto, pingam. é preciso ser rápido. é preciso cuidado. é preciso ser certeiro. o tiro já deu conta daquilo que é físico, daquilo que é biológico. mas é a faca que dá conta da minha humanidade. e uma e outra vez. feito doido. e mais uma e de novo e de novo e de novo. com toda a força. oitocentos policiais com oitocentas metralhadoras. um cabo. é difícil amarrar, é preciso que esteja seguro. ele vai para o alto. o tempo passa e tudo torna-se cada vez mais inseguro. pendura o corpo e outra vez é difícil amarrar. no baixo de novo se dá um momento para contemplar sua obra. pinga. pingam.
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