segunda-feira, 29 de junho de 2015

sobre meus percalços com tony

é difícil. tem sido difícil. e fico dizendo pra mim mesmo que é normal ser difícil. mas fico feliz porque entendo que a cada dia eu realmente estou tentando alguma coisa diferente: uma preponderância na apatia num dia, um peso maior no sofrimento em outro, uma rigidez maior aqui, uma secura mais intensa ali. é como se eu estivesse investigando um pouquinho cada uma dessas energias, sem avançar muito nelas, como quem tateia um campo novo, como quem coloca a ponta do pé na água pra sentir se está muito fria.

li isso alguma vez em algum canto: ao me aproximar de tony, sinto como se provasse um calçado apertado, que incomoda e machuca mas que com o uso vai se moldar às minhas próprias formas.

já entendi que ela não precisa sofrer. que ela não precisa ser coitada. que tudo isso, além de não ser o seu lugar, a enfraquece como personagem. é preciso entender que ela pode não ser legal. ela não precisa agradar. preciso desvitimizá-la para mim mesmo, e começar a trabalhar a partir de outros lugares.

além disso, quero começar a experimentar reter mais as emoções. é como se, até agora, eu estivesse deixando meu corpo ser transbordante de emoção, com ele jogando solto o que sente. aos poucos, quero começar a retê-las mais. acho que vai pra além da própria interpretação, que é uma medida certa entre monstrar e esconder: a própria tony tem disso (o velho papo sobre sua dialética no último post).

quando li a mensagem ontem, senti muita pena de não termos tido encontro hoje. mas esse momento de parar para organizar as sensações e as criações também está sendo muito bom, bastante construtivo. fico ansioso para que a sexta chegue logo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário