segunda-feira, 29 de junho de 2015

uma visita.

Tony assiste televisão no meio da madrugada, sentada no chão, ao lado do sofá. A ladainha de uma fala qualquer e incessante preenche todo o espaço. Faz frio. Noah a cobre, mas não é percebido por ela. Sinos. Um sapato que cai no chão. Um barulho. Um susto. É o sapato de Noah. tony olha pelo corredor e vai atrás de não sabe o que até que é levada por um toque, que mais lhe parece uma brisa doce. E ela se entrega, feliz. Ela conhece aquele toque, entende aquele sopro. Se entrega mais. Ri. Como é gostoso dançar sem música, dançar de ar e... Noah. É ele. Ele, enfim. Mas o que? Alguma coisa sobre as cebolas, ele diz. Não. Não, não. As cebolas não. "Me deixa fingir, Noah. Me deixa fingir!" Ele se assusta, senta. Ela, da raiva, chega a implorar. "Me deixa fingir, Noah... deixa? Deixa..." E se aninha perto do filho.

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