mas é justamente por isso que acho que é legitimo, importante e necessário escrever. porque começo a achar que meu ponto de encontro inicial com tony não deveria vir de retenção, mas de explosão. explodir para depois reter. esse é meu desejo e é nessa direção que vou me desafiar. ou pelo menos tentar.
dito isso - que já é muito -, comecemos. acho que tenho que começar a entender tony por seu lugar mãe-mulher, em termos de sua essência. é engraçado como no texto ela não vive os outros personagens - apenas seu marido e seu filho. e acho que isso diz muito sobre sua vida. ao mesmo tempo, é preciso tornar também presente, nesse meu primeiro contato com ela, a sua dialética permanente entre mostrar/esconder, ser/parecer, desequilibrar/equilibrar etc. ainda não sei qual o par mais adequado, mas sei que ela ronda essa dialética constante. depois, será preciso também descobrir o momento em que, sozinha, não é preciso parecer, equilibrar, esconder - mas apenas ser. e, então, o que se é?
algumas referências me passam pela cabeça: as horas, requiem para um sonho, para sempre alice, mommy. nas primeiras imagens que me vieram à cabeça durante a leitura do texto, eu a via de cabelos bem pretos, curtos e um tanto lisos. pele bem clara e roupas também claras. e um ritmo lento. acho que ela é chique.
nota pessoal para não esquecer: aos poucos, ao longo do processo, estudar a relação dela com a tv; os diferentes estágios, as mudanças sutis. talvez seja o personagem com quem ela mais se relacione e, portanto, a relação que mais pode mostrar ao público quem (não) é essa mulher, em termos de dramaturgia das ações.
ufa, consegui. e nem foi tão doloroso como achei que seria. fico por aqui - agora até com uma certa vontade de voltar em breve a escrever ;)
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