Mãe e Filho. Discutindo. Discussão entre Rene e Professora, simultâneo.
Um tapa na parede, de rebeldia, de pirraça. O choro vem na garganta. A raiva?
O choro é de morte. De tiro.
Agora morto, Noah é enterrado numa vala pelo próprio pai.
Agora morto, Noah encontra sua mãe no sofá de casa. Canta.
O pai chega. Noah está entre. Noah impede uma discussão, ele está entre um e outro, num mundo contraditório.
Ama o pai, tanto, tanto. Quer fazer carinho, quer brincar de ET, quer muito, quer rir tanto, quer ser importante, quer atenção.
Barulho na rua. Noah foi atingido. Sente a dor, porém silencia.
Um grupo de pessoas muito conhecidas, ligadas por um elo estranho, forma-se no fundo do palco. Noah caminha em direção a eles, quer se juntar. Quase dialoga com as mãos da professora, quase se acalma com o toque da mãe em seu ombro.
Noah afasta-se para observar, ele vê sua própria ausência transformando aquelas vidas.
O tempo cuida de tudo. Vai ficar bem.
Dançam e riem, sim, já podem sorrir pra esquecer a tristeza e a brutalidade que acometem seus dias.
A luz se apaga.
Lu
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